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Reino - Karrash

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1 Reino - Karrash em Dom Abr 24, 2011 10:52 pm

cristiano939

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Ministro
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Karrash – Cidade Negra

Terreno: O reino de Karrash fica numa galeria de montanhas conhecida como Makin-Akab, portanto o terreno é de rochas e sem vegetação.

Clima: Dentro de Karrash é impossivel dizer um clima. O reino é aquecido e iluminado por grandes fogueiras, fazendo a temperatura ser agradavel até mesmo nos invernos mais fortes. A fumaça escapa através de buracos feitos no teto da montanha. A montanha de Makin-Akab já foi confundida com um vulcão muitas vezes, o que fez gerar muitas historias e lendas sobre seus habitantes.

Flora: Dentro da montanha não existem plantas, mas alguns orcs arriscam plantar nas partes mais baixas da montanha onde o terreno é mais ameno e fertil.

Fauna: Dentro da montanha existem monstros e vermes de montanhas, todos temem os Orcs de Karrash. Fora das galerias existem animais das montanhas, como algumas avés grandes, bodes e outros animais de clima montanhoso.

Arquitetura:. Harim, a Imperatriz Menina, ensinou seus suditos a criarem suas casas na propria montanha como seu povo, elfos negros fazem. Os orcs não possuem o mesmo tipo de cuidado que os elfos negros, portanto suas casas não passam muito de buracos nas paredes da galeria de cavernas.

Economia: A cidade ganha renda vendendo armas e armaduras, produzidas pelos orcs ferreiros e fazendo serviço de mercenários para todos aqueles que podem pagar por seus serviços. A cidade também é subsistente no que diz respeito a alimentos, nada falta para comer em lugar nenhum. Existe pobreza na cidade, alguns dos Orcs não tem muito dinheiro, mas nem por isso deixam de comer ou beber. Harim sabe que se algum orc ficar faminto, não terá forças para lutar quando for convocado.

Politica: Não existem conselheiros ou mesmo um parlamento, todas as decisões são tomadas pela elfa negra sozinha.

Religião: Todos os habitantes de Karrash são fieis a Ulgol, o Deus da Força. Quando os jovens orcs fazem 12 anos, eles são submetidos ao juramento de Ulgol e devem segui-lo até o dia que perecerem e su juntarem ao poderoso exército do Deus da Força.
Organização Militar: As forças de Karrash são divididas em 27 esquadrões, cada um contendo cerca de 500 soldados treinados e capazes. Os 5 primeiros esquadrões são encarregados de defender a cidade e todo o reino que se espalha pela montanha de Makin-akab. Os esquadrões de 6 a 10 são para missões especiais e quase impossíveis, e os demais são para os outros trabalhos que forem necessários, para a subsistência da cidade e mesmo as missões mais fáceis.


Armas: Poucos são os orcs que aprendem o oficio de Ferreiro, portanto aqueles que sabem forjar armas devem faze-lo para todo o reino. A montanha de Makin-Akab é cheio de minerios, portanto não falta materia prima para criar novas armas ou consertar antigas. A arma favorita é o machado de guerra orc. Uma arma grande e desajeitada, mas empregando muita força bruta se torna mais letal que qualquer espada.

Armaduras: Os soldados começam usando armaduras feitas de couro de animais. Aqueles que sobrevivem às batalhas que são contratados para lutar pegam armaduras novas e melhores de inimigos abatidos. Por isso em Karrash existem orcs com todo o tipo de armadura, armas e escudos.

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Raças: No reino de Karrash, como habitantes existem apenas orcs e elfos negros fugitivos da Imperatriz de Nilhatur. Como escravos e prisioneiros é possivel encontrar todo tipo de raças e seres.

Historia:

Dizem as lendas dos homens que já viram uma criatura de olhos vermelhos e pele tão negra quanto carvão ou ônix,ágeis, fortes, cruéis e não suportam a luz. Alguns anões contam que seus antepassados foram expulsos das montanhas de Nilhatur por elfos de pele totalmente negra e olhos vermelhos. De inicio pensaram que eram algum tipo de Orc, mas se enganaram ao tentar enfrenta-los como se faz com orcs.
O pouco que se sabe dos elfos Negros é que eles são extremamente raros, cruéis e sentem um desejo de vingança das demais raças. Toda vingança tem um motivo, mas ninguém alem deles mesmos sabem.
Ninguém alem dos orcs e poucos bardos sabem como a senhora Harim, uma elfa negra, se tornou líder de um exército mercenário de Orcs. O que se espalha na boca do povo é que:

- Saia daqui sua vagabunda, ninguém molesta os escravos da imperatriz se não ela mesma. – Gritava uma sentinela, enquanto arremessava uma outra fêmea de sua espécie, elfos negros, escada abaixo.
- Não estava molestando sua infeliz, estava interrogando – bradou a elfa negra de cabelos prateados erguendo o punho. – A própria imperatriz me pediu para fazer isso com aqueles anões fétidos, a fim de descobrir o ouro que esconderam eras atrás em Nilhatur, nossa montanha.
- Explique então por que a senhora mandou te jogar para fora? – retrucou uma outra elfa negra, vestida numa armadura de metal doirada como seus cabelos.Essa tinha acabado de surgir de trás do portão sem ser notada pelas sentinelas. Parecia ser de algum cargo alto, pois quando chegou toda a gritaria por parte das sentinelas cessou.
- Capitã Arath, não tenho uma explicação agora senhora, mas se me deixar voltar, prometo descobrir quem está armando para mim nesse momento.
A elfa de armadura doirada, desceu os degraus deixando as sentinelas e o portão para trás, e foi se aproximando da elfa que estava no chão. Ajoelhou e foi sussurrando em seu ouvido.
- Harim, preste muita atenção: a imperatriz sempre teve inveja de você. Deveria ter notado antes dela lhe dar a missão de interrogar. Era claro que era uma armadilha. A sentença verdadeira da imperatriz era sua morte, mas eu e as demais capitãs pedimos que sua sentença fosse trocada para exílio, pois assim teria mais chance de sobreviver. Ninguém que vive do militar em nossa montanha gosta da imperatriz, porem, não podemos fazer nada alem de acatar nossas ordens, pois se a tirarmos do poder, haverá uma briga muito maior pelo poder.
- Harim, portanto, pegue essas 1000 moedas de ouro que arrancamos dos novos prisioneiros e saia daqui. – disse a capitã entregando um saco cheio, porem não pesado de moedas.
- Se eu ficar aqui muito tempo conversando com você, serei levada também ao julgamento da imperatriz, e ela não ouvirá as demais se pensar que estamos conspirando contra ela. Fuja, agora, viva e liberte-se dessa louca.
Concordando com a cabeça, Harim, pega o saco de moedas, se levanta e corre em direção as árvores.

Foram muitos dias e noites vagando pela floresta, tendo de caçar, procurar um riacho e ate mesmo construir seus próprios equipamentos de sobrevivência com aquilo que caçava e tirava das árvores e pedras. Quando expulsa Harim não levou nada alem de sua faca prateada e suas roupas do corpo, e claro as moedas que a capitã lhe deu. Numa floresta dinheiro tem tanta utilidade quanto um monte de terra.


As semanas se passaram e Harim ainda vagava pelas florestas. Ate que sentiu saudade de ver seres com inteligência, mesmo que fossem humanos ou anões. Já estava querendo conversar, rir, contar historias e ouvir músicas. Sentia falta de civilização. Passou a vida toda como soldado, morar na selva como um animal selvagem não era pra ela. Decidiu então procurar uma cidade que pudesse lhe oferecer abrigo e mesmo uma vida nova. Vagou na floresta ate encontrar rastro de pessoas andando ou passando com carroças pois sabia que por ali havia uma rota comercial para os mercadores mais ousados.

Não tardou muito ate que encontrasse um rastro de carruagem e cavalos. Seguiu o rastro firme por uma semana. Depois de muitos acampamentos na floresta e caças, Harim encontrou, a poucas milhas da floresta onde estava escondida, uma cidade não muito grande, mas dotada de uma guarda militar, casas, mercadores, e tudo o que uma cidade multiracial tem. Podia-se ver elfos, anões, hobbits, homens e ate mesmo cruzamentos de orcs com homens vagando pela cidade. Eles não se estranhavam, alguns eram ate amigos uns dos outros.

Parecia que alguém tinha acabado de colocar aquela cidade ali para que ela pudesse encontrar e começar uma vida nova. Com seres como os meio-orcs morando ali, era provável que ela também pudesse andar entre as pessoas daquela cidade.
Por alguns instantes ficou escondida atrás de uma rocha que estava a uns 50 metros da entrada da cidade. Seu orgulho de elfa negra precisava ser engolido para conseguir entrar e começar uma nova vida. Não estava ali exatamente porque queria e sim porque não tinha alternativa.
Largou o orgulho e o pouco de receio e seguiu em frente, com suas vestes rasgadas, seu escudo de madeira, arco e flechas e uma lança, tudo improvisado com a matéria prima de uma floresta.

A forma como ela foi recebida naquela cidade não importa tanto, apenas que tudo correu melhor do que o esperado e ela viveu lá durante muitos anos. Ao contrario de quase todos os habitantes daquele lugar, ela quase não envelhecia, e sua força era superior a de alguns homens.
Na cidade Harim fez novos amigos, conseguiu uma nova ocupação: treinar os homens do local como soldados para defenderem seu amado lar.
Tudo dava certo para a elfa negra naquele lugar. Não havia imperatriz, comandos, batalhas ou a vontade de se vingar de alguma coisa que ela nem mesmo se recorda. Na verdade agora se perguntava se mesmo seus ancestrais que tinham ódio das outras raças tinham realmente algum motivo para se vingar. E se tinham não importava mais.

Como ocorre com todas as pessoas deste mundo: o passado voltou para bater à porta de Harim, a elfa negra. A guerra, sua antiga companheira já cercava seu lar e as pessoas que amava. Vários orcs cercavam a cidade de ponta a ponta, ameaçando destruir tudo se não entregasse Harim, a traidora de seu povo.
A elfa estava em sua casa pegando sua armadura, uma lança de 1,60 metros e um escudo médio circular feito de aço.
- Harim, minha amiga, - choramingava uma mulher loira de tranças compridas – por que eles querem você? O que pode uma criatura tão boa ter feito para merecer tal destino?
- Nada fiz de errado, Beatriz, mas para a imperatriz de meu povo, ter nascido mais bela, ou mais forte que ela, faz com que qualquer um mereça a morte. Ela deve ter descoberto que não fui executada e sim exilada. Uma grande amiga me deixou partir, mudando a decisão da minha pena por causar inveja na imperatriz.
- A tirana deve ter descoberto, e enviou esses caçadores de recompensa atrás de mim. Mas nada tema, Bia, pois essa é uma batalha vencida.
- Irá se entregar? Não pode fazer isso Harim! Não pode!
- Me entregar para isso? Não, mas também não posso deixar a cidade que aprendi a amar correr riscos. Partirei para muito longe, mas sempre escreverei e mandarei noticias.

A elfa saiu de casa armada. Sua aparência era imponente e colocava medo no coração do orc mais forte que cercava a cidadezinha. Os invasores nem mesmo chegaram perto, estavam em maior numero, mas nenhum deles queria ser o primeiro a perecer sob a lança da elfa negra.

- Pelo juramento de Ulgol, eu declaro que vocês, orcs que se arrastaram ate aqui para pegar uma única guerreira não valem o que comem. Digo que o comandante de vocês vale menos do que todos juntos, por ter medo de uma simples guerreira do povo escuro.
Aquele que aparentava ser o comandante, deu um riso abafado. O orc tinha cerca de 2 metros de altura, vestia uma armadura de couro reforçada. Na mão direita um machado que poucos conseguiriam levantar com as duas mãos, e na esquerda um escudo feito de madeira do tamanho de todo o tronco do gigante. A pele escura indicava que era um orc das montanhas.
- Mulher, tuas palavras não valem nada aqui. Como vê não trazemos nenhuma conosco, pois elas não tem direito sob o juramento de Ulgol.
- o juramento de Ulgol diz respeito a todos os guerreiros que receberam sua força para lutar em prol de seu povo. Portanto o meu juramento é reconhecido pelo Deus que me fortaleceu. A mim pouco interessa se vocês gostam de andar lado a lado com um bando de machos. Se está com medo de lutar sob o juramento é só dizer e provar a seus companheiros que teus comandos são dados para nutrir sua covardia.
- Mulher, cita o juramento de Ulgol, sabe que isso nos faz ter a obrigação de duelar e o vencedor ganha o comando das tropas do outro, correto?
- Sei, criatura asquerosa, pegue suas armas, enfrente-me, morra e dê-me o direito sob seus capangas.

Rindo como se a vitória estivesse garantida avançou para cima da Elfa negra, apenas para ser atingido em sua fronte pela lança da elfa negra. A mesmo lança que partiu seu grande escudo de madeira e atingiu sua face no mesmo golpe.

- Alguém mais questiona o Juramento de Ulgol? – fez-se um silencio mortal.
- Ótimo, significa então que são meus comandados e com vocês irei partir para nosso esconderijo e seguiremos apenas o caminho que nos for melhor.

O resto da historia não precisa ser contado detalhadamente: Harim se tornou a comandante daquele grupo de orcs e começou a fazer missões contra a imperatriz das elfas negras. Não acreditava mais naquilo de honrar sua espécie. Acreditava na sobrevivência daqueles que lhes eram caros. Nunca mais voltou aquela cidade que aprendeu a amar. Com o passar dos anos parou de enviar noticias para Beatriz e se tornou uma verdadeira comandante de orcs.
Harim se tornara fria, cruel, maligna. Ganhou a alcunha de imperatriz menina, pois sua aparência feminina e bela escondia sua força e habilidade na batalha.
Muitos orcs já estavam sob seu comando. Tantos quanto eram necessários para se fazer uma cidadela nas montanhas de Makin-akab. Cidadela que fornecia soldados para todos aqueles que podiam pagar, todos treinados pela imperatriz menina, poderosos, astutos e habilidosos. O preço para contratar um exército era altíssimo, mas esse preço sempre valia a pena.
Nas montanhas de Makin-akab existe hoje Karrash, a cidade escura, governada única e exclusivamente por Harim, a imperatriz menina.

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