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Reino - Angosh

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1 Reino - Angosh em Dom Abr 24, 2011 10:55 pm

cristiano939

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Ministro
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Angosh – Orcs


Na planície ao pé da Montanha de Galahad, havia uma pequena tribo de orcs. A tribo vivia seguindo os comandos de seu shaman, Ogringash. Ele fazia de tudo para agradar aos espíritos ancestrais e levava sua tribo de acordo com os comandos que os espíritos lhe dava.
Dentre esses comandos de fazer rituais e outras festividades, a principal missão era de expulsar os seres indignos das terras antigas. Isso fazia com que eles lutassem contra muitos povos, mais ainda do que a tribo era capaz de enfrentar; uma vila de humanos, anões das montanhas e ate mesmo alguns mortos vivos que tentavam se manter em algum lugar.
Certa vez os povos que orcs tentavam expulsar se uniram numa única frente de batalha formando um exército superior aos poderes de Ogringash. Um a um os postos avançados dos orcs eram tomados. Nenhum conseguia resistir ao poder daquele exército numeroso.
A batalha continuava e as derrotas eram consecutivas e esmagadoras. Por causa disso, muitos da tribo perderam a fé em Ogringash e fugiam para outras regiões. Pouquíssimos ainda acreditavam na palavra dos Espíritos Antigos, fazendo com que aquela tribo de orcs debandasse e deixasse suas terras sagradas serem maculadas pelo inimigo.

Por meses, Ogringash tentou encontrar outros orcs, e outras tribos que ajudassem em sua causa, e não conseguia apoio de lugar nenhum. Sua busca por aliados levou anos e nem todos os seus seguidores sobreviviam aos ataques. O shaman envelhecia, e seus poderes eram grandes, mas não podiam evitar que morresse.

Ate que um dia, o velho Ogringash estava sozinho, todos seus companheiros tinham morrido, e ele quase desistira de seu objetivo, sua missão dada pelos espíritos ancestrais. Ate que uma comitiva de Orcs o encontrou, sozinho, em cima de uma árvore.
Você é Ogringash, o shaman? – Perguntou um dos orcs mais jovens e com pinturas vermelhas na fronte. Parecia ser o líder da comitiva.

Sim, sou. Ogringash, o desonrado. Aquele que vai morrer sem cumprir sua principal ordem.

Não se nossas profecias estiverem certas, senhor. – Repetiu o líder.

Profecias? – Quem os enviou aqui? Qual o nome de seu profeta? – Perguntava Ogringash, surpreso e com medo daquilo ser uma armadilha.

Harruk é o nosso profeta. Filho de Kor-tur.

Kor...Tur? – Recordava o shaman de seu mais honrado aprendiz.


O shaman seguiu junto com a comitiva de orcs bárbaros por vales profundos e planícies sem fim. Andavam longe, ate que o shaman notou que estavam andando em círculos. Desviavam nos mesmos cursos, seguiam nos mesmos rios e cada vez a volta era mais distante do ponto inicial, como se fosse pra enganar Ogringash.
Estamos andando em círculos, guerreiros de Harruk, o que significa isso?
Ah! Então percebeu! Isso deve provar que não é um eremita louco, mas que ainda possui poderes e inteligência para distinguir as coisas. Sinto ter feit – O bastão de Ogringash voou na cabeça do líder, derrubando-o com um golpe apenas.
Se tentavam me emboscar pensando que eu estava insano, se deram mal, guerreiros, a única loucura que encontrarão é a da minha ira.

Subitamente Ogringash se tornou um urso armado com um cajado que atacou e derrubou todos os guerreiros, mas por algum motivo, não os matou.

Voltando a seu exílio perdendo a fé em seus semelhantes, Ogringash chora. Crê que está velho demais para entrar nas batalhas e guerras. Seu povo? Provavelmente foi comprado pelos inimigos, e por algum motivo sombrio mandaram espiões para engana-lo.
O velho druida andou sozinho por muitas milhas, caçando, e vivendo como um nômade, esperando o seu último dia chegar. Sem objetivo e sem esperança.
Por ironia do destino, passou despercebido, em formato de tigre, pelo grupo de orcs que havia derrubado anteriormente. Resolveu segui-los.
Ogringash ensandeceu! – Urrava o Orc líder, suas marcas vermelhas estavam gastas, revelando mais batalhas.
Talvez porque você, contra as ordens de seu pai resolveu testa-lo. E ele se provou muito acima de todos nós e talvez ate mesmo do grande Hurrak. – Disse outro Orc, mostrando desaprovação aos feitos do líder.
E você mesmo não testaria um velho que já beira a idade do fim? Julgaria simplesmente que Hurrak está certo confiando nossas vidas a um velho eremita?
Não há mais tempo para discutir, os inimigos já estão nos alcançando, vamos nos esconder nas árvores e cair sobre eles com nossos machados e arcos.


E assim fizeram, sem encontrar Ogringash, que agora se tornara um macaco, muito maior que o normal e invisível entre as folhas mais altas.
Todos escondidos, esperaram durante dez minutos, ate que um grupo cheio de armaduras e armas, humanos e anões encapuzados, se posicionaram abaixo deles, tentando encontrar o rastro dos orcs. No momento que eles abaixaram para ler o solo:
Agora meus irmãos, destruam nossos inimigos! – Urrava o líder com seu machado arrancando a cabeça de um dos humanos quando caia das árvores, e entrando na batalha com seus companheiros.


O grupo de humanos e anões parecia não ter chance contra aqueles orcs poderosos. Ate que flechas voaram de dentro da floresta, atingindo alguns dos orcs. Essas vinham da mesma direção que o grupo anterior. Um novo grupo de Elfos agora se aproximava e com eles, arqueiros, cavaleiros e um elfo com cabelos de prata carregando livro aberto na mão e um sobretudo vermelho protegendo seu corpo.
Venham soldados, vamos adentrar na mata, eles são muito mais do que nós, mas com uma estratégia os venceremos. – disse o líder.
Não conte com isso, Exaarch Olanar Brados Ultir! – Disse com voz imperativa, o elfo de vermelho. De suas mãos saíram um tornado que atingiu a todos, menos ao macaco gigante sobre as árvores.

Ogringash reconheceu na hora, seu antigo inimigo, Heidim, o mago elfo. Seu coração se encheu de fúria vendo aquela figura novamente, com os olhos brilhando como se já tivesse vencido a batalha.
Não conte com o que não tem, Heidin! Utamor Traver Rakom! – Bradou o macaco gigante, com a mão esquerda erguida e seu bastão na mão direita. Da mão erguida saiu uma poderosa rajada de fogo, queimando todos os elfos arqueiros e cavaleiros. Quando a rajada atingiu Heidin, fez-se um barulho de vidro estilhaçando e o elfo foi arremessado para trás cerca de 3 metros.
Ergam-se Orcs, lutem pelo seu direito de viver! Expulsem esses infiéis da nossa terra sagrada. – Urrava Ogringash na língua dos Orcs assumindo a forma de Orc novamente.


O grupo de Orcs enviado por Hurrak distribuiu golpes de misericórdia com seus machados, enquanto o líder e Ogringash ficavam lado a lado.
Hoje, você me salvou, velho, mas sua missão é muito maior do que isso. Hurrak encheu de esperanças nosso povo falando que você sabe como derrotar os povos indignos. Você provou que tem o poder para enfrentar os mais poderosos.
O inimigo se uniu uma vez e assim continua ate os dias de hoje, enquanto nossos povos tentam vence-lo separadamente. Para derrota-los precisamos unir nossos povos, nossas diferenças e fazer disso a nossa força.
Sabias palavras Ogringash, o poderoso. Vamos rápido ate nossa vila antes que Heidin se levante, como já o fez varias outras vezes.


O grupo rumou para a vila do Líder dos Orcs. Era no mesmo local que Ogringash tinha passado pela última vez. A vila de Gosh. Era numa planície ao pé de uma montanha.
Quando Hurrak e Ogringash se encontraram, conversaram sobre as táticas de guerra e todas as providencias que devem ser tomadas. O profeta revelou ao Shaman de onde recebiam os ataques: - Os anões descem as montanhas, nossos irmãos orcs cinzentos, que vivem nas montanhas, não foram capazes de dete-los. Hoje os que sobraram deles vivem entre nós como guerreiros. A norte estão os anões em sua montanha poderosa, de Leste vem os malditos Elfos, avançando e plantando suas árvores prateadas. Pragas que crescem em questão de dias e formam suas bases militares atingidas apenas por flechas. Do sul vem os homens montados em seus cavalos e brandindo suas espadas e lanças. Só nos restou o Oeste, onde meus homens o encontraram e mesmo assim, alguns grupos de nossos inimigos tentam nos cercar.

Ogringash deu a eles instruções de batalha para impedir os avanços dos inimigos, mas sem também avançar formando cabeças de praia. Ao invés disso ordenou que batedores fossem para as montanhas e florestas recrutarem orcs, prometendo uma terra que agrade a todos.

Durante uma semana os Orcs de Gosh tiveram que segurar seus inimigos sozinhos, ate que:
Saudações! – Dizia um orc cinza, que se aproximou vindo do Oeste. – Estou aqui a comando de Garior, Líder da cidade das montanhas. Fui enviado em resposta a convocação de Hurrak.
O que? Nossos semelhantes enviaram apenas um homem para nos auxiliar? Que Ofensa! – Gritava Hurrak com muito ódio na voz.
Acalme-se, vamos ouvir o que ele tem a nos dizer. Não desperdiçariam um homem se não nos levassem a serio. – Consolava Ogringash. – Diga, que resposta nos trouxe, cinzento?
Trouxe a resposta de que vamos entrar nessa batalha, pois seus inimigos são nossos inimigos, agora que eles avançam pela cidade de Gosh, nossas montanhas no longe Oeste já estão sendo invadidas por anões, pequenos barbudos com suas armas, pás e picaretas. Podemos ouvir a montanha gritando sob nossos pés, sendo machucada ferozmente por esses invasores.
Veio apenas para nos dizer isso? Creio que deva ter algo mais, não?- Disse Hurrak.
Sim, tenho algo mais. Esses pergaminhos revelam construtos poderosos de batalha, arremessadores de pedras que os orcs das montanhas usam para expulsar nossos adversários. Preparem isso e as outras construções, pois assim nós traremos munição para que essas armas sejam devidamente utilizadas. Dentro de uma semana as tropas chegarão.


O mensageiro foi bem recebido durante todo aquele dia e noite. Pela manha, ele voltou para sua montanha enquanto os habitantes de Gosh construíam as armas dos povos cinzas.
Quando elas estavam prontas e quase sendo levadas para as montanhas para enfrentar os anões, pois eram onde os cinzentos as utilizavam, Ogringash os parou e lhes deu novas instruções.
Tolos, os anões estão acostumados com essas armas, isso não os pegaria de surpresa, talvez facilitasse que eles chegassem ate nós. Arremesso de pedras contra seres que vivem entre elas? Isso jamais funcionaria direito. Usem isso nas árvores prateadas dos elfos, esses sim serão surpreendidos.


Os orcs cinzas chegaram, e empreenderam todo seu poder contra os elfos, aqueles que não estão acostumados a enfrenta-los. Enquanto os orcs da floresta detinham os anões e os humanos. Durante duas semanas o ataque contra os elfos foi mais poderoso do que eles podiam suportar, até mesmo Heidin o mago elfo foi derrotado e morto pelos poderes dos Orcs da Montanha. Sobraram agora, apenas os humanos e anões.

Um mês de batalha ate que uns novos regimentos de orcs verdes, vindos das florestas do Leste chegaram ate Gosh. Oferecendo ajuda contra os povos invasores.
Vocês de Gosh liberaram nossa passagem derrotando os elfos e suas ávores prateadas. Demonstraram grande poder e sucesso, onde nós fracassamos. Viemos em auxilio e pedir abrigo, pois somos os que restaram, mesmo nossas mulheres e crianças estão armadas para essa batalha. – Disse O líder dos orcs das florestas do leste.


Agora se formava um conselho entre Ogringash, o shaman , Hurrak, o profeta , Garior, da montanha e Jarrul, da floresta.
Decidiram empregar a mesma estratégia de antes, os orcs da montanha e Garior mais um batalhão com Ogringash enfrentavam os humanos do sul. E Hurrak e seu batalhão auxiliado por Jarrul e seus guerreiros, sem mulheres e crianças, lutavam contra os anões das montanhas.

Os meses se seguiam, ate que as terras sagradas foram devolvidas aos Orcs, mas esses estavam agora na frente de um outro problema: Agora que venceram o que seria feito com os povos que vieram de longe? Todos ficaram com um ar tenso, pensando que teriam que lutar entre eles para poder viver na terra santa, ate que Ogringash veio com uma solução.
Meus amigos, a terra santa é tudo aquilo que conquistamos, as montanhas antes ocupadas pelos anões, as florestas a leste antes ocupada pelos elfos, e de Gosh ate as áreas dos homens no Sul. Todo esse território é nosso.


Os orcs entraram num consenso e resolveram partilhar aquela terra como nunca haviam feito antes. A vila de Gosh foi ampliada ate a montanha e as florestas Leste. Por todo esse território foi erguida uma muralha de troncos de árvores pontudo. A muralha percorria a floresta ao leste começando encostada na montanha cercando Gosh e terminando novamente na montanha a Oeste. Os caminhos dentro das montanhas foram cercados por muros de pedra e troncos cercando todas as entradas.

Então foi erguida a cidade de Angosh, totalmente subsistente, das florestas vinham toda a madeira para todas as construções, de Gosh vinham alimentos e da montanha vinham as armas.

Economia:
A cidade de Angosh é totalmente subsistente: Nas montanhas vivem os orcs cinzas, minerando e produzindo armas poderosas e outros utensílios de ferro e fogo. Em Gosh viviam os orcs da planície, ao pé da montanha, lá era cultivado alimentos, tanto plantações quanto gado. Da floresta ao leste viviam os Orcs da Floresta, cortando lenha e fazendo moveis e outras coisas para o conforto das cabanas tribais de todos os orcs.
O comercio com outras cidades é quase inexistente: não aceitam nada que venha dos humanos e cortam suas mãos antes de lhe venderem algo. Elfos e anões são odiados como os humanos. Outros orcs ou trolls da floresta passava por ali atrás de abrigo e suprimentos, mas não representavam nenhuma cidade ou domínio.

Religião:
Os habitantes de Angosh se dividem nesse ponto, mas não os faz guerrear ou brigar por causa disso. Os povos da montanha e de Gosh adoram Ulgol, Deus da força, e Harpus Deus da Batalha. Nem todos os Orcs são maus e caóticos, esses adoram Ulgol, os demais são seguidores de Harpus. Os Orcs da Floresta são seguidores de Myuna.

Militar:
Os Orcs de Angosh possuem um batalhão numeroso, armas e armaduras e outros construtos poderosos capazes de derrubar casas e fortalezas. Disparam troncos de árvores ou pedras com grandes balistas ou catapultas. Porem nem todos seguem o mesmo líder. Os Orcs de Gosh seguem as ordens de Hurrak e seus comandantes. Os Orcs das Montanhas obedecem Garior e os orcs das florestas apenas escutam Jarrul. Ogringash já morreu anos atrás, mas ele comandava todas ao mesmo tempo se quisesse.

Política:
Angosh funciona como um conselho que atende a todas as 3 divisões da cidade. O conselho é escolhido a dedo pelos lideres de cada uma das divisões. Hurrak, Jarrul e Garior reúnem-se com conselheiros e chefes tribais para fazerem as melhores escolhas. Seu objetivo principal não é conquistar mais terreno, mas sim evitar que qualquer indesejado entre em seu terreno e oferecer a outros Orcs abrigo e refugio.

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