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Relatório de Aigre enviado a seus superiores em Alt Magëren

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Bb (Riza)

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Relatório de Aigre enviado a seus superiores em Alt Magëren


Aos anciões e a quem mais interessar,

Que maldito dia desgastante! Amaldiçoada seja a hora em que resolvi ajudar aquele bando de infelizes desorganizados liderados por Faelon.
Quando entrei naquela taverna , fiquei feliz por que ninguém pareceu notar a estranheza de minha pele e me perguntar sobre a minha raça. Mesmo o humano que me acompanhava logo se juntou a outros e me deixou em meu estado mais confortável: a solidão.
Um par de elfos conversando me chamou a atenção. Um deles portava um grande escudo da OdME. Me pareceu que tinha um cargo alto e me lembrou a garota que encontrei a algum tempo, então resolvi falar com eles talvez tivessem informações.
Não me disseram nada novo. Por todo o continente a noticia era a mesma: o Grande Cemitério avançava cada vez mais, talvez já tivesse tomado mais da metade da Grande Gael. Aquela cidade era apenas mais uma das cercadas por hordas de mortos.
Eles pareciam querer atacar uma mansão para destruir as criaturas e resgatar um grupo de pessoas raptadas. Resolvi ajudar o Elfo Faelon, ele devia ser o líder daquele bando. De qualquer forma aquilo iria abafar meu medo de que os mortos se espalhassem pelos outros continentes e sempre prefiro mortos enterrados em suas sepulturas.
Logo na entrada da mansão todo o bando pareceu seguir o líder como cães bem treinados. Eles viram um fantasma e se precipitavam para ele sem nem pensar. Era um grupo grande demais e desorganizado demais, então os deixei e fui explorar outras partes da mansão. Uma guerreira me seguiu e fomos ao segundo andar, não havia nada e quando escutamos uma gritaria que vinha de onde o grande grupo estava resolvemos ver o que estava acontecendo.
Na passagem vimos armadilhas que já haviam sido ativadas e passamos por um portal onde os ambientes eram muito escuros. O companheiro da garota estava sendo atacado e pessoas que surgiram do nada começaram a atacá-la também. Eu gostei dela, então resolvi ajudar. De qualquer forma não havia um motivo para um ataque tão repentino.
Acertei alguns, que por algum motivo não caíram, mas consegui dispersá-los e deixar que ela curasse seu amigo. Fui atrás de Faelon para saber o que estava acontecendo, mas ninguém que interroguei no caminho me respondeu. Eles lutavam contra um fantasma que ria das espadas que atravessavam seu corpo espectral. Quando o grupo atacante resolveu dispersar, me aproximei do fantasma e o desacordei usando magia. Consegui falar com ele e ele me disse que havia uma chave no pátio central que me permitiria salvar os reféns.
Enjoada daquele grupo desorganizado e assustado, voltei à primeira sala apenas para descobrir que estava trancada. Bufei e me lembrei que havia um ladino no grupo, voltei às câmaras escuras para encontrá-lo. Literalmente agarrei suas roupas e o arrastei fazendo com que ele abrisse a porta para mim.
No pátio uma cadeira com uma caixa dourada esperava. Fiz o ladino abri-la, mas logo que fizemos isso uma chuva de bolas de fogo caiu sobre nós. Corremos para nos proteger e, assim que o ataque deu uma pausa, voltei e peguei a chave, que na verdade era uma estranha bola com joias incrustadas. Ao tocar o interior da caixa uma magia tomou conta do meu corpo, eu entrei em fúria e matei todos no pátio. Eram cerca de 7 pessoas e todas caíram sob o peso da minha espada. Os próximos momentos foram confusos. Lutei, contra a vontade, com o amigo da garota que me seguiu. Depois disso só me lembro de abrir os olhos e ver um estranho elfo barbudo conjurando magias de cura. Levantei-me e tentei entender o que acontecia. Um grupo lutava com fantasmas ,novamente. Mais uma vez ninguém me informou o que acontecia. Derrubei um fantasma e fui atrás da chave.
Muitos dos que eu derrubei em fúria ainda estavam lá, caídos. Uma pequena confusão acontecia no pátio, mas eu a ignorei. Peguei a chave e fui direto ao que parecia ser o calabouço, tentei algumas vezes e a chave não abriu.
Dei uma volta pelo andar de cima, curei muitos guerreiros caídos e enfrentei mais uma vez a fantasma, que mais uma vez foi derrotada pelo meu poder.


[Hora do adendo em off:
Se fosse pela interpretação da minha personagem, depois dessa, eu tinha pegado a chave virado as costas e ido embora, mas como isso fodia com o resto do live, por que não deixaria ninguém entrar na sala do boss, eu fiquei. Acho que a Aigre merece uma recompensa por isso, por que eu fiquei muito tentada a fazer, mas foderia com a manutenção do live (se bem que usar uma joia como chave não é uma boa ideia ne Laura), enfim continuando o relato.]



Larguei a maldita chave com o primeiro guerreiro que vi e fui para a taverna beber, aquela aventura já havia me irritado o suficiente.
Meikar sabe como, eu fui teletransportada para uma sala onde os guerreiros enfrentavam um Lith, simplesmente fiquei invisível, não ajudaria mais, não mexeria um músculo que não me fizesse a sair dali.
Observei o suficiente para perceber que apenas um mago adorador de Iria poderia exorcizar o Lith. Passando pela confusão da luta, e sendo acertada pelas ondas de força e choque enviadas pelo Lith, procurei o elfo barbudo que havia me curado. Ele deveria saber de algum teomante que adorava essa deusa.
Acabou pelo próprio elfo ser um teomante e dominar a deusa. Quase levantei as mãos para o céu e disse “Obrigada deuses por tornar a minha vida mais fácil”, mas teria soado irônico demais para a situação.
Dei cobertura ao elfo para sua primeira tentativa de exorcismo, que não deu em nada e apenas tomei mais uma onda de choque. Exausta e dolorida apenas sentei em um degrau, me envolvendo em minha invisibilidade. Eu negociaria com o Lith depois que todos morressem.
Contrariando minhas expectativa Faelon invocou o que pareceu o espírito de Sarah no corpo de uma das prisioneiras e essa garota simplesmente acabou com o Lith, foi uma destruição completa.
Finalmente o elfo barbudo conseguiu exorcizar o Lith que fugiu em uma bola de chamas. Para minha eterna alegria e satisfação a mansão começou a desmoronar, comprei uma poção de invisibilidade de um alquimista no meio da fuga tomei e sai correndo.
Quando o bando desgarrado conseguiu matar os zumbis que estavam na porta continuaram a seguir o Lith semicarbonizado. Tal desgraçado acabou por ser o pai da Sarah e não entendi bem como conseguiu ir atrás dela.
Faelon mandou que eu seguisse com ele até encontrar a tal capitã Riza.
Agora sigo na estrada com ex-litch.

Aigre l'Aigre, primeira e única exploradora de Alt Magëren


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